Entender como funciona a SELIC e sua influência direta no custo dos financiamentos é fundamental para quem deseja planejar suas finanças com responsabilidade.
Nos próximos minutos você terá uma visão completa, desde a definição dessa taxa até dicas práticas para reduzir o impacto nos seus bolsos.
A SELIC, sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia, é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela reflete a média das operações de curtíssimo prazo realizadas diariamente pelas instituições financeiras e usa títulos públicos federais como garantia.
Essa taxa funciona como referência para todas as taxas cobradas no país, impactando empréstimos pessoais, financiamentos imobiliários, crédito ao consumidor e até o cartão de crédito.
A responsabilidade de definir o patamar da SELIC cabe ao Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A cada 45 dias, o Copom se reúne para avaliar o cenário econômico e decidir se mantém, eleva ou reduz a taxa.
Entre os principais fatores considerados estão:
Em 2025, diversas revisões resultaram na SELIC de 15% ao ano em novembro, o maior patamar desde 2006.
Observando a evolução ao longo do ano de 2025, nota-se um avanço constante:
Em junho de 2025, o equivalente mensal ultrapassou 1% ao mês, suficiente para alterar significativamente as condições de crédito.
Quando a SELIC sobe, todos os produtos de crédito acompanham o movimento. Isso ocorre por meio de uma cadeia de efeito econômico:
Na prática, isso significa que as parcelas de empréstimos pessoais, financiamentos de veículos e imóveis, além dos juros rotativos do cartão, ficam mais caros.
O aumento da SELIC exige maior cuidado no planejamento financeiro familiar. O custo do crédito bancário pode comprometer parte significativa da renda mensal, especialmente em linhas sem garantia.
Por outro lado, a redução da SELIC reaquece o consumo, mas pode pressionar a inflação.
Essas atitudes simples ajudam a mitigar o impacto direto no bolso e permitem escolhas mais conscientes.
A alta da SELIC tem efeitos amplos sobre a economia nacional:
Quando a SELIC é reduzida, ocorre o movimento inverso: estímulo ao crédito e ao consumo, com maior risco de alta de preços.
Especialistas debatem até que ponto a SELIC é o único determinante das taxas de juros ao consumidor. Ainda pesa o elevado spread bancário, custos operacionais e inadimplência.
Críticas frequentes reforçam a necessidade de maior competitividade no sistema financeiro e de políticas que reduzam o peso tributário sobre operações de crédito.
Entretanto, a SELIC segue sendo o mecanismo mais visível e poderoso do Banco Central para controlar a inflação e influenciar o custo do dinheiro.
Para o cidadão comum, acompanhar as decisões do Copom e adaptar suas estratégias de financiamento é o caminho para proteger seu orçamento e tomar decisões mais acertadas.
Conhecer o funcionamento da SELIC e suas consequências é o primeiro passo rumo a um planejamento financeiro sólido e sustentável.
Referências